O dia é da Terra, mas são os humanos que estão sob foco, desde o desaparecimento de animais ao desgaste de recursos do planeta. Estima-se que o homem tenha impactado 83% da superfície terrestre.
Celebra-se esta segunda-feira, 22 de abril, o Dia Internacional da Terra. Mas apesar de o dia ser do planeta, as estrelas somos nós, os humanos. Segundo dados publicados pela associação ambientalista Zero, a situação ambiental no nosso planeta tem-se alterado de forma alarmante desde 1970, ano em que o Dia da Terra começou a ser celebrado: segundo a associação, por exemplo, 40% dos animais do nosso planeta desapareceram desde aquele ano.

De acordo com a Zero, a Terra enfrenta “a maior taxa de extinção desde que perdemos os dinossauros há mais de 60 milhões de anos”. O motivo? Os humanos e as suas atividades. “Alterações climáticas, desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e uso de pesticidas”, são algumas das causas humanas para a diminuição da biodiversidade dadas pela associação, que faz o apelo para que o Dia da Terra deste ano seja celebrado a pensar na proteção das espécies.

Mas não ficamos por aqui. Diz a Zero que os humanos têm outro tipo de impacto no planeta: 40% dos animais marinhos também desapareceram e as populações de insetos — em alguns lugares do mundo — e de animais de água doce diminuíram 75%. Tudo desde 1970. Uma estatística que é concretizada um outro número: estima-se que os seres humanos tenham impactado 83% da superfície terrestre, desde ecossistemas a espécies de animais, diz a Zero.
Uma chamada de atenção preocupante que pode ser resumida numa frase: “Se não agirmos agora, a extinção pode ser o legado mais duradouro da humanidade”, afirma a associação. O Dia Internacional da Terra foi criado nos EUA a 22 de abril de 1970, mas só foi reconhecido pela ONU em 2009.

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