A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) inaugura nesta terça-feira, no Recife, o primeiro museu oceanográfico das Regiões Norte e Nordeste do País, com 34 mil amostras recolhidas nas últimas seis décadas. As pesquisas na região têm sido impulsionadas pela recente exploração de áreas oceânicas mais profundas, que permitiram a descoberta de 40 novas espécies de crustáceos e moluscos nos últimos três anos.

A nova fase é resultado de um trabalho de avaliação de impacto nas áreas de exploração de petróleo no local. Financiado pela Petrobrás, o museu obteve ajuda técnica para analisar ecossistemas a até 900 metros.
“Até 2009, nosso alcance era de, no máximo, 200 metros. Com este trabalho, estamos descobrindo novas espécies que só existem nesta localidade”, afirma a pesquisadora Sigrid Leitão, que coordena o projeto.
O processo de identificação dos animais, explica ela, tem sido facilitado com a introdução de dois aparelhos de escâner que mapeiam o material recolhido – o zooscan para as espécies maiores (em geral, medem 0,5 a 1 milímetro) e o flowcan para as mais microscópicas.
Preservação
O museu é apenas o quarto do gênero no País – os outros estão em São Paulo, no Rio e no Rio Grande do Sul. “Nosso acervo reúne material recolhido por várias expedições que passaram por aqui. Temos até mesmo espécies que vieram da Argentina”, afirma Sigrid.
Segundo ela, o local vai possibilitar melhores condições de preservação das amostras. “Esse material vinha sendo mal armazenado, ficava em lugares úmidos e estragava com frequência. Agora, ficarão protegidos em armários condicionados”, diz a pesquisadora.

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