Três pescadores foram multados em R$ 8,4 mil após serem flagrados na área do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, a mais de 40 quilômetros das praias da Baixada Santista, nesta sexta-feira (26). O trio, segundo a Polícia Militar Ambiental, é reincidente, teve todo o material apreendido e vai responder novamente por crime ambiental.
Em janeiro de 2018, os mesmos pescadores foram perseguidos por uma equipe da Companhia Marítima da PM Ambiental que os havia flagrado no entorno da Laje de Santos. A interceptação ocorreu após 36 quilômetros navegados, próximo à Baía de Santos, e os infratores foram multados na ocasião em R$ 7,2 mil.

Nesta ocorrência, uma ação de fiscalização rotineira da Fundação Florestal, que é gestora do parque estadual, resultou na localização dos pescadores a bordo da lancha “Bumblebee”, que estava próxima à pedra que nomeia o parque. O local é considerado um berçário de centenas de espécies de animais e tem a pesca proibida.
Segundo informações oficiais, os três foram abordados, detidos pelo gestor do parque e escoltados até uma marina em Guarujá, também, no litoral paulista, onde tiveram todos os materiais de pesca apreendidos. Não foi localizado nenhum pescado na embarcação, então apura-se eventual descarte no mar para evitar o flagrante.

Material de pesca foi apreendido com trio na Laje de Santos, SP — Foto: Nauther Andres/Arquivo Pessoal
A ação foi apoiada pela Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), e pela Companhia Marítima da Polícia Militar Ambiental. A embarcação dos pescadores também foi apreendida pelas autoridades e cada um multado em R$ 2,8 mil por pescar sem licença e em local proibido, conforme a legislação.
O caso foi registrado na Polícia Civil e os três envolvidos vão responder pelo crime ambiental em liberdade.
Mais uma vez
No primeiro flagrante, os policiais localizaram os infratores na mesma embarcação apreendida nesta sexta-feira justamente nas proximidades do rochedo. Durante a aproximação para abordagem, os pescadores recolheram os materiais e iniciaram fuga em direção à costa. A perseguição durou aproximadamente 1h e foi registrada.
Ainda naquela ocasião, o gestor do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, José Edmilson Junior, declarou que acreditava que o trio se aproveitou da ausência de operação de mergulho para cometer o crime. “Eles sabiam do baixo movimento na laje, mas a nossa fiscalização em conjunto está coibindo esse tipo de prática”, garantiu.


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