
Conhecido como “escalador de cachoeiras”, o peixe da espécie Sicyopterus stimpsoni, encontrado no Havaí, é capaz de escalar íngremes quedas d’água com até 100 metros de altura, utilizando ventosas presentes na região da boca, aponta estudo publicado no periódico “PLoS One”.
De acordo com o artigo, o peixe utiliza os mesmos músculos na região da mandíbula para escalar e para comer. Isso é possível devido a um processo evolutivo chamado de exaptação – quando uma estrutura ou comportamento já existente é adaptado para outra função. “Espécies expostas a ambientes extremos muitas vezes exibem traços distintivos que as ajudam a satisfazer as exigências de tais habitats”, afirma o estudo.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após filmarem e medirem os movimentos dos peixes enquanto escalavam e comiam.
O estudo não conseguiu determinar se os movimentos orais de alimentação foram adaptados para a escalada ou o contrário, mas deixa claro que os peixes aprenderam a utilizar os mesmos músculos para satisfazer duas necessidades distintas.
“Os dados revelam a ocorrência de uma exaptação, com modificações, entre esses comportamentos”, ressalta a pesquisa.
A escalada é facilitada também pela presença de uma ventosa ventral, comum a todos os peixes do gênero Gobiid, formada a partir da fusão das barbatanas pélvicas. Essa forma de locomoção requer a fixação alternada das ventosas orais e pelvicas (boca e barriga) no solo rochoso, proporcionando um método lento, mas constante de escalada.

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