Cientistas descobriram que as poderosas forças que criaram as montanhas do nosso planeta na antiguidade receberam uma ajuda inesperada. A pesquisa deles mostra que algumas das maiores cordilheiras da Terra receberam um impulso de formas de vida primitivas cujos restos lubrificaram os movimentos das lajes de rocha e permitiram que se acumulassem para formar montanhas.
Se não fosse pela vida na Terra, a superfície do nosso planeta teria sido mais plana e muito mais chata, dizem cientistas das universidades de Aberdeen e Glasgow, onde a pesquisa foi realizada.
“As montanhas são formadas por lajes de rocha que se acumulam”, disse o autor principal, o professor John Parnell, da Universidade de Aberdeen.
“Mas empilhar nessa escala teria sido impossível por causa do atrito entre as rochas. Algo teve que ajudar aquelas pedras a deslizarem umas sobre as outras.”
Parnell e seus colegas descobriram que a fonte dessa lubrificação veio de uma explosão no crescimento do plâncton primitivo, há cerca de dois bilhões de anos. Isso ocorreu de uma grande mudança climática que afetou a Terra e teve um efeito duradouro em sua superfície.
Plâncton são plantas microscópicas que estão na base da cadeia alimentar marinha e são vitais para a saúde da vida nos oceanos hoje. Seu papel em influenciar nosso planeta foi ainda maior há dois bilhões de anos, no entanto. “Eles afundaram rapidamente quando morreram e foram enterrados para fazer uma rocha com quantidades sem precedentes de carbono, que foi transformada em grafite pelo calor e pressão”, disse Parnell.

Fonte: https://www.theguardian.com/environment/2021/dec/05/hot-news-from-two-billion-years-ago-plankton-actually-moved-mountains

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