O Sul do Piauí abriga uma cidade conhecida como o ‘Deserto de Gilbués’, impressionando com imagens que evocam o cenário marciano. As crateras avermelhadas e a paisagem árida marcam a maior zona de desertificação do Brasil.

A desertificação é fruto da rápida erosão em um solo frágil na região, agravada pelo desmatamento, crescimento descontrolado e possivelmente pelas mudanças climáticas, afirmam especialistas.
Dalton Macambira, historiador ambiental da Universidade Federal do Piauí, destaca que o problema da erosão não é recente. O termo ‘Gilbués’ tem raízes na palavra indígena “jeruboés”, que significa ‘terra frágil’.
Contudo, a interferência humana exacerbou o problema, com a devastação e queimada da vegetação, cujas raízes mantinham a estabilidade do solo, e a expansão urbana na cidade, que hoje conta com 11.000 habitantes.
Além disso, Gilbués foi palco da corrida por diamantes em meados do século XX, após o declínio da produção de cana-de-açúcar, e atualmente destaca-se como um dos principais polos de produção de soja do estado.
“Essa atividade econômica acaba intensificando o problema e requer do ambiente natural uma capacidade de suporte que não é suficiente”, ressalta Dalton Macambira.
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