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3 lugares fascinantes onde o ser humano não pode pôr o pé.

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O Banco Mundial de Sementes de Svalbard está localizado no Ártico Imagem: LISE ASERUD/Getty Images

No mundo atual, é difícil imaginar um lugar que não podemos visitar e que não tenha sido incansavelmente fotografado, compartilhado e marcado nas redes sociais. Mas ainda há alguns poucos lugares que permanecem intocados por turistas.

1. O ‘cofre do fim do mundo’

Esta é a entrada do ‘cofre do fim do mundo’, o Banco Mundial de Sementes em Svalbard, na Noruega Imagem: Arterra/Universal Images Group via Getty Images.

Em uma ilha remota chamada Spitsbergen, no arquipélago ártico de Svalbard, na Noruega, uma montanha de arenito abriga a 120 metros em seu interior, o maior depósito de sementes do mundo.

A cerca de 1.300 km do Polo Norte e 130 metros acima do nível do mar, o espesso permafrost – a camada de gelo permanentemente congelada que circunda o cofre – ajuda a preservar as centenas de milhares de amostras de sementes armazenadas no interior.

O local também é ideal para esta tarefa devido à falta de atividade sísmica. No entanto, embora as sementes tenham sido armazenadas com a maior segurança possível desde que o bunker foi inaugurado em 2008, não há uma maneira humana de verificar isso.

O cofre está fortemente protegido a sete chaves, o que garante que as sementes que ele contém possam sobreviver por milhares de anos, se necessário. No entanto, nos últimos anos, alguns cientistas levantaram preocupações em relação ao aumento das temperaturas, que causaram o degelo do permafrost.

Em 2020, pesquisadores locais documentaram o verão mais quente já registrado em Svalbard. “Vimos um derretimento sem precedentes das geleiras e de degelo do permafrost”, disse à BBC o cientista Kim Holmen, do Instituto Polar Norueguês. A situação começou a ser monitorada há alguns anos.

2. Ilha da Queimada Grande: uma ilha venenosa.

A jararaca-ilhoa só existe nesta ilha na costa de São Paulo Imagem: Marcelo Ribeiro Duarte

É a segunda maior concentração de cobras por área no mundo – cerca de 45 por hectare, equivalente aproximadamente ao tamanho de um campo de futebol -, sendo superada apenas pela Ilha de Shedao, na China. Na ilha, uma espécie de cobra altamente venenosa se diferenciou de seus parentes terrestres e se transformou na jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), uma espécie de víbora endêmica de Queimada Grande.

É tão mortal que uma única picada é suficiente para evitar que as aves de que se alimenta voltem a voar. “O veneno da víbora é mais tóxico para as aves do que para os mamíferos”, explica à BBC News Brasil o biólogo Marcelo Ribeiro Duarte, do Laboratório de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan. “Isso prova a grande adaptabilidade da espécie.” A Bothrops insularis mede entre meio metro e um metro, sendo as fêmeas ligeiramente maiores.

3. Lascaux: a caverna francesa que contém obra de arte valiosa.

Esta caverna em Montignac, no sudoeste da França, é uma réplica de Lascaux a original foi fechada ao público em 1963 Imagem: PHILIPPE LOPEZ/Getty Images

Quatro adolescentes em busca de um cachorro que havia desaparecido por um buraco na terra descobriram esta maravilhosa caverna no sul da França em 1940. No mais surpreendente dos acasos, o cachorro os levou a uma caverna coberta de pinturas nas paredes representando animais, como cavalos e cervos. Com cerca de 17 mil anos, é um dos exemplos mais bem preservados de arte pré-histórica já descoberto, com cerca de 600 pinturas e 1.000 gravuras ao todo.

Quando a descoberta foi feita, a Segunda Guerra Mundial estava em seus primórdios. Oito anos depois, a caverna de Lascaux foi aberta ao público curioso que queria ver de perto a obra de seus ancestrais. Em 1963, as visitas ao público foram suspensas.

Havia brotado mofo nas paredes da caverna, ameaçando a preservação da obra de arte, que resistia em condições herméticas antes de sua descoberta.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2022/04/04/4-lugares-onde-o-ser-humano-nao-pode-por-o-pe.htm

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