Na quarta divisão da era Paleozóica, especificamente no período Devoniano, conhecido como a “era dos peixes” e datado entre 416 milhões e 359,2 milhões de anos atrás, ocorreu a evolução e a proliferação de diversas espécies de peixes. Entre elas, destaca-se a piramboia (Lepidosiren paradoxa), uma espécie encontrada nas bacias Amazônica e do Prata, que possui a notável habilidade de extrair oxigênio diretamente do ar atmosférico, em vez de obtê-lo da água.

Na verdade, peixes pulmonados já existiam nesse período, e a piramboia atual na América do Sul guarda semelhanças marcantes com seus ancestrais. Registros fósseis, estudos de paleontologia e evolução indicam que os antepassados das piramboias viviam em ambientes rasos, tanto de água doce quanto salobra. Isso se deve à crescente “aridização” dos ambientes terrestres na época, resultando em secas periódicas em muitas regiões com água.
Diante do cenário de escassez hídrica, o grupo de peixes ósseos ao qual a piramboia pertence, denominado Dipnoi ou Dipnóicos, em referência à sua “dupla respiração”, necessitou explorar ambientes terrestres em busca de locais que ainda mantivessem água.

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