Peixe-boi marinho é ameaçado de extinção, e a principal ameaça é a poluição.

Imponente e dócil, esse é uma das principais características do peixe-boi marinho (Trichechus manatus), pode chegar a 600 quilos, tem quatro metros de comprimento e viver até 60 anos.

Esses animais adoram o contato humano, e foi justamente essa característica um dos motivos que a caça predatória, quase levou a espécie à extinção no século passado.

Hoje se estima que no Brasil tenha entre 500 e mil peixes-boi marinhos ainda vivos nas costas do país.

Foto: Kadu Pinheiro

Há pelo menos 30 anos não há registro de caça ao peixe-boi, a conscientização das pessoas vem superando esse problema, mas tem outra ação do homem que pode colocar essa espécie na lista de animais que podem desaparecer, dessa vez de forma indireta: a poluição da água.

A principal ameaça para os peixes-boi

Segundo especialistas, as maiores causas de morte desses animais acontecem por causa da poluição industrial e de resíduos de residências, que afetam o peixe-boi diretamente, tanto clinicamente, com intoxicação, quanto indiretamente.

Essas águas poluídas enfraquecem o sistema imunológico, que causa infecções, podendo vir a causar uma infecção generalizada, matando o peixe-boi marinho.

Conservação da espécie

Historicamente, o peixe-boi marinho vivia em uma área da costa brasileira que começa no Espírito Santo e sobe ao norte até o Amapá. Mas, atualmente, ele já está extinto no Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

Restam ao animal a faixa entre Alagoas e Amapá, mas com áreas de descontinuidade, nas quais não se encontram mais registros do animal.

Esses locais são justamente os que apresentam índice maior de poluição da água, assoreamento dos rios e densidade populacional (onde a poluição piora), além de grande fluxo de embarcações, o que também contamina a água por causa do óleo de motor.

Foto: Kadu Pinheiro

Ações para proteger o peixe-boi

A primeira ação seria a conscientização da população que, seja pela caça, pela poluição ou pela interação dos banhistas, tem representado os maiores perigos para a sobrevivência do Trichechus manatus. Quanto mais a sociedade se sensibiliza e conhece a espécie, maiores as chances de ela não ser extinta.

A criação em cativeiro é uma das soluções que o projeto Peixe-Boi desenvolveu para evitar novas quedas no número de indivíduos da espécie.

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