
Prática é ilegal tanto no Brasil quanto no exterior
Cem quilos de barbatanas de tubarão foram apreendidos na tarde desta sexta-feira em uma embarcação no Porto de Rio Grande, no sul do Estado. O barco vinha do Rio Grande do Norte e exportaria a carga à Ásia, mas teve que atracar com urgência no RS devido a problemas técnicos.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), em parceria com a Brigada Militar, fiscalizou a carga da embarcação e constatou a prática de finning (palavra derivada de fin, barbatana em inglês), que consiste em retirar as barbatanas dos tubarões ainda vivos e devolvê-los, decepados, ao mar.
— Sem as barbatanas, os animais não conseguem se locomover e acabam morrendo no oceano — explica o chefe do escritório regional do Ibama em Rio Grande, Vinícius Costa.
A atividade é proibida por lei tanto no Brasil quanto no exterior. Em países asiáticos como China, Taiwan e Japão, as barbatanas, consideradas iguarias afrodisíacas, são consumidas em forma de sopa.
Instrução Normativa do Ibama, datada de novembro de 2012, determina que os pescadores sejam obrigados, no litoral brasileiro, a desembarcar os tubarões com todas as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo, o que não aconteceu neste caso.
Foram contabilizadas 296 barbatanas de tubarão-azul, tubarão-martelo e tubarão-anequim. Como cada animal tem oito barbatanas, isso significa que foram mutilados 37 peixes. Nenhuma das espécies é considerada ameaçada de extinção, afirma o Ibama.
Quase cinco toneladas de pescado também foram apreendidas na embarcação e serão doadas ao projeto Mesa Brasil, do Sesc, que distribui alimentos a instituições assistenciais de Rio Grande e São José do Norte. As barbatanas, conforme orientação de pesquisadores da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), serão incineradas.
A embarcação foi multada por finning e será apreendida, assim como o caminhão onde já estava parte da carga. A empresa responsável pelo local onde o barco estava atracado, na 4ª Seção da Barra, também vai receber multa por não ter o registro de desembarque de tubarões, o que é obrigatório. O cais — ampliado sem licença — será interditado.
Fonte: Zero Hora

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