De turista
a colunista

É com muita satisfação que aceitei o convite de ser colunista da Divemag para conversar com os leitores sobre assuntos diversos do mundo subaquático.

Antes de mais nada, quero me apresentar e contar um pouco como cheguei até aqui.

Até 2011 eu nem imaginava que um dia pudesse mergulhar. Neste mesmo ano, embarquei pela primeira vez num avião com destino a Porto Seguro, Bahia. Aproveitei o fim de um relacionamento para curtir as férias de trabalho sozinha em Arraial D’Ajuda e fiz todos os passeios possíveis indicados pela pousada que eu estava hospedada. Um deles foi o mergulho de cilindro, vulgo “batismo” e morria de medo que entrasse água na minha máscara!

Experimentei ar comprimido pela primeira vez e viciei! Nesta mesma viagem, cancelei um dos passeios de praia para fazer meu segundo batismo e quando retornei para o Rio Grande do Sul, onde morava na época, procurei uma escola de mergulho para fazer o curso básico.

Poucos meses depois fui morar em Fortaleza achando que conseguiria mergulhar todos os finais-de-semana e o ano inteiro. Grande engano! O Ceará tem um extenso litoral de mar agitado e com ventos fortes, propícios para quem pratica kitesurf, mas péssimo para quem depende de longas navegações para chegar num determinado ponto de mergulho.

Em Fortaleza, conheci uma turma de rapazes que organizava seus próprios mergulhos alugando barcos de pesca, dispostos a desbravar os verdes mares cearenses. Na maioria das saídas, levávamos de 4 a 5 horas de navegação para chegar no ponto, mas o que víamos durante os mergulhos compensava todo o esforço, pois parecia que estávamos em um aquário!

Os  “Rambo Dives”, como costumamos chamar esse tipo de mergulho, serviram para me capacitar como mergulhadora, pois quem mergulha no mar do Ceará, mergulha em qualquer lugar do mundo. Falarei mais sobre isso nos próximos textos.

Mas do que adiantava mergulhar se eu chegava em casa e não podia mostrar para minha família e meus amigos o que tinha visto debaixo d’água?

Grande parte dos meus familiares são fotógrafos e resolvi unir o dom que veio de “fábrica” e levei uma câmera subaquática para uma viagem para Fernando de Noronha, em 2011.

A fotosub é diferente da foto “seca” por causa da refração da luz, a perda das cores conforme aumenta a profundidade, o tamanho dos objetos fica diferente, etc. Eu não sabia de nada disso na época e minhas fotos completamente azuis já faziam sucesso.

Fiz cursos e workshops de fotografia subaquática e seca para melhorar os registros. Hoje tenho fotos publicadas em diversos livros, revistas de mergulho e na National Geographic.

Além de fotógrafa, sou bancária, formanda em Ciências Biológicas, pesquisadora do Projeto Mantas do Brasil, Divemaster pela IANTD e organizo as viagens de mergulho levando grupos de amigos para diversos lugares do mundo com uma proposta de viver novas experiências fora do pacote padrão de escolas de mergulho.

Convido a todos para acompanharem meus artigos como colunista, pois tenho bastante coisa interessante para compartilhar com vocês.



Erika Beux

Criada desde pequena cercada por fotógrafos na família, a paixão pela arte de registrar a luz não poderia ser diferente.
Hoje, já como fotógrafa profissional tem trabalhos publicados na National Geographic.
Natural de Caxias do Sul-RS, atualmente reside em São Paulo quando não está na água.
Mergulha desde 2011 e é Dive Master.
Bancária de profissão, graduada em Processos Gerenciais, atualmente estuda Ciências Biológicas e mergulhou em diversos lugares do Brasil e no exterior como Belize, Bonaire, Bahamas, Costa Rica, México e Flórida.
Ama natureza e cuida também. Atua como pesquisadora no Projeto Mantas do Brasil.
Site: www.erikabeux.com
Instagram: @erikabeux
Facebook: https://www.facebook.com/erika.beux
Email: info@erikabeux.com
Fiquem ligados! Erika tem muito a falar com vocês!

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