Bolsonaro anuncia campanha de combate à poluição no mar

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) informou neste domingo (10), por meio da rede social Twitter, que o Ministério de Meio Ambiente usará uma armação de metal em formato de tubarão-baleia como símbolo de uma campanha de combate à poluição marinha. O tubarão, com 15 metros de comprimento, será preenchido com lixo retirado do mar.

A ação será realizada no Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Santos, no litoral paulista. De acordo com o presidente, a campanha é a primeira etapa de uma agenda ambiental urbana.

Armação de metal em formato de tubarão-baleia símbolo da campanha

tubarão-baleia (Rhincodon typus) é uma espécie de tubarão que se alimenta por filtração e o único membro existente da família Rhincodontidae e do gênero Rhincodon, que pertence à subclasse Elasmobranchii. É o maior peixe vivo e, de longe, o maior vertebrado não minguante existente. O maior indivíduo registrado tinha um comprimento de 12,65 m e um peso de cerca de 21,5 toneladas.

Saiba mais sobre o Tubarão Baleia o símbolo da campanha

O tubarão baleia é encontrado em águas abertas oceânicas tropicais e raramente é visto em águas cuja temperatura seja inferior a 21 graus Celsius. Estimativas sugerem uma vida útil de cerca de 70 anos, porém a longevidade exata do tubarão baleia é difícil de calcular. O tubarão baleia possuí uma boca bastante grande, e se alimenta através de filtração, Eles se alimentam quase que exclusivamente de plâncton e geralmente não são uma ameaça para os seres humanos.

Tubarão Baleia na Baja Califórnia, México

A espécie foi oficialmente descrita em abril de 1828, após um indivíduo de 4,6 m ser capturado em uma praia na África do Sul. Andrew Smith, um médico militar associado a tropas britânicas estabelecidas na Cidade do Cabo, o descreveu no ano seguinte. O nome “tubarão baleia” refere-se ao tamanho do peixe, sendo quase tão grande quanto algumas espécies de baleias, e também pelo fato de se alimentar através de filtração como as baleias da ordem Mysticeti.

Atualmente não existe uma estimativa populacional mundial de tubarões baleia. A espécie é considerada Em perigo pela UICN, devido aos impactos da pesca, lesões provocadas por embarcações e capturas em redes pesca, isto somado com a reprodução lenta da espécie devido ao fato de que demoram para amadurecer, torna os tubarões extremamente vulnerável a pressões. Em 1998, as Filipinas proibiram toda a pesca, venda, importação e exportação de partes de tubarões baleia, seguida pela Índia em maio de 2001 e posteriormente Taiwan em maio de 2007.

Tubarão Baleia na Baja Califórnia, México

Em 2010, o derramamento de óleo no Golfo do México resultou em 4.900.000 de barris (780.000 m cúbicos) de petróleo derramados que fluiu para uma área ao sul do Delta do Rio Mississippi, onde um terço de todos os avistamentos de tubarões baleia na parte norte ocorreram em anos recentes. Observações confirmaram que os tubarões não conseguiram evitar as manchas de óleo que estavam situadas na superfície do mar, onde a espécie se alimenta durante várias horas por vez. Felizmente, nenhum tubarão baleia foi encontrado morto na região após o incidente.

A espécie também foi adicionada ao apêndice dois da CITES em 2003,a função dessa convenção é regulamentar o comércio internacional de animais vivos.

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